Fãs dos Silence 4, a Blitz do mês de Abril vem com um cd da banda. As canções e comentários dos cantores estão na página oficial da revista. Aqui fica o essecial:
1. Angel Song
(Pavilhão Atlântico, 1998)
Sofia Lisboa: "Na altura, as músicas tinham para mim um significado que
agora é diferente. Éramos um pouco tristes nas letras e comecei a
identificar-me mais com elas de há uns anos para cá, nomeadamente com o "Angel
Song". Quando fiz o convite ao David, disse-lhe que mesmo que eu não
sobrevivesse ele devia juntar a banda e deixar o público cantar a minha parte
quando tocasse o "Angel Song""
2. Borrow (Pavilhão Atlântico, 1998)
David Fonseca: "É um tema completamente incontornável no universo dos
Silence 4. Foi aquele que mostrou que nós não íamos ser um "one hit
wonder". Tínhamos uma versão dos Erasure, que tinha muito sucesso, mas
também originais que iam suplantar de longe esse primeiro impacto com o sucesso.
Este tema foi escrito num ímpeto. Estava a ir para a cama, cheio de sono, vindo
de uma noitada qualquer, e tive uma ideia. Pensei "amanhã escrevo",
mas quando estava a adormecer achei que não me ia lembrar, levantei-me,
sentei-me, lá em casa dos meus pais, e escrevi a letra e a música toda em 10
minutos. Acima de tudo, foi "a canção" dos Silence 4"
3. Simple Things (Pavilhão Atlântico, 1998)
David Fonseca: "Antes de gravar o primeiro disco, tínhamos um grave
problema: 50 originais feitos. Escolhemos aquelas que achávamos melhores e que
tinham mais impacto e o "Simple Things" é uma das canções que esteve
na escolha final mas não ficou no álbum nem nunca gravámos. Nunca largámos
essas canções. Como só tínhamos um disco e tocávamos tanto, havia a necessidade
de ir buscar outras canções, que faziam parte desse lote de 50"
4. Transplantation (Aula Magna, 1999) David Fonseca "É um rip-off
claro dos Pixies, do início ao fim. Sou eu mais uma vez a tentar ser como Frank
Black. Essa canção também é do início, de 1996, e foi tocada na Aula Magna. A
ideia era irmos buscar coisas mesmo antigas e essa foi uma delas"
5. Old Letters (Aula Magna, 1999)
David Fonseca: "Uma das nossas favoritas desde o início. Era forte.
Gostava muito da junção das vozes, porque sempre que chegávamos ao refrão e
elas se encontravam soava-me a ABBA. Era uma sensação boa, porque gosto dos
ABBA. Ao vivo resultava muito bem"
6. Sextos Sentidos (Coliseu dos Recreios, 2000)
David Fonseca: "O Rui e eu éramos grandes fãs do Sérgio Godinho e a ideia
de o convidar surgiu muito cedo. Encontrámo-lo nos prémios da Rádio Clube de
Leiria e perguntámos-lhe se ele se importava de fazer uma canção connosco. Mandámos-lhe
a canção, ele gostou muito e disse que fazia a letra. Não dava para acreditar
que aquilo estava a acontecer. E depois foi cantá-la connosco. Agora, as
pessoas olham e vêm o Sérgio num disco de sucesso, mas quando ele aceitou os
Silence 4 eram uma banda totalmente desconhecida"
7. To Give (Coliseu dos Recreios, 2000)
David Fonseca: "Foi escolhido automaticamente como single do segundo álbum
porque era muito forte. Mal tocámos a canção, percebemos a força que tinha. O
que eu mais gostava nela era que arriscava muito. Mal começava, parava tudo e
ficava durante um minutos só com duas vozes a cantar com uma linha de guitarra
muito bonita do Rui. Foi um grande sucesso mas não é, de todo, um tema
óbvio"
8. Only Pain is Real (Coliseu dos Recreios, 2000)
David Fonseca: "É, para mim, um dos maiores desafios que a banda teve. Fomos
para um universo onde nunca tínhamos ido, o do rock. É um tema escuríssimo e
tem como base aquele som de órgão muito partido. Percebemos que não era muito
fácil de tocar quando estávamos a ensaiar. O Mário Barreiros ajudou-nos muito
aí, porque eu queria pôr guitarras elétricas e ele disse "não, não". A
força do tema estava no facto de ser tocado por uma banda acústica. Era tudo
muito cru e estava lá tudo na mesma. Hoje percebo melhor o que ele quis dizer,
porque na altura queria dar cabo daquilo tudo. Funcionou muito melhor dessa
forma, mais contida. Ainda hoje quando tocamos é um dos temas mais fortes"